13 November 2008

Week (2nd to the 9th of Nov. 2008) Crush


A ideia era primordialmente descansar e relaxar. Esta vida do Continente e da Capital dá connosco em doidas. Temos já alguns casos reportados e confirmados do que afirmo, nomeadamente eu própria, que fui atinjida por um treco maldito em vésperas de partida. Impunham-se medidas drásticas, de descanso imediato, sem mais nada que perturbasse o balançete a atirar para o negativo do nosso equílibrio. Quando se falou pela primeira vez na Ilha, pareceu-me uma oportunidade a não deixar fugir. Que bem eu fiz, que bem nos fez, que bem nós fizemos! O primeiro impacto, não dei por ele. A aproximação à Ilha e a aterragem. Fechei os olhos, cerrei os punhos e rezei muito. Rezo sempre. Á saída do Éroporto, depois de algum tempo de espera, chegou o ÉroBus, que nos veio buscar para nos levar ao centro. E foi aí que começou o melhor que trouxe da Ilha, a Gente. Toda a Gente. O motorista do ÉroBus, sim, é assim mesmo que ele disse e não tem mal nem bem nenhum, é assim e pronto; o taxista, com a perfeita noção do que é “O Turista”, com a Geografia da Ilha e o Estado do Tempo na ponta da língua, prontos a disparar; o recepcionista dorminhoco do Jardim Botânico; a gerente empiriquitada e à moda do nosso Monte Carlo, disponibilissíma; os “condutores” dos tradicioanais cestos, dispostos e em pose para a foto da praxe. Depois e principalmente, a nossa incansável Luizinha, estrela incondicional desta nossa aventura. Ela ultrapassou-se. Fomos a quase tudo e vimos quase tudo, pelos nossos olhos e pelos olhos dela. Faltou o quase e ainda bem, fica para a próxima porque uma próxima impõem-se. Ficámos a saber uma mão cheia, se não duas, de coisas novas, o que é uma fajã, a semilha, o tal ****lhinho, a poncha, a sandes de polvo, a espada com banana e arroz de lapas, as queijadas, o bolo do caco com manteiga de alho, que há uma senhora no meio da serra a vender bolo do caco com manteiga de alho, feito ali mesmo, a espetada, as orquídeas, o véu da noiva, onde é que fica o sul? É S. Vicente? É! Olha, uma bomba da Galp!
Não podemos esquecer, é que não podemos esquecer mesmo, toda a Gente que nos acompanhou, nos serviu refeições divinais e tratou de nós nas palminhas. Uma coisa de luxo mesmo, daquelas que dinheiro algum pode pagar. E volto a mencionar, porque nunca é demais:

Luizinha II, que adorámos por tudo e não é porque não tenha nada que dizer. É porque foi mesmo por tudo.

João, pela inteligência, pelas conversas e pelos bons conselhos que nos deu.

Rosette, que nos tratou e tratou de nós com uma generosidade que nos espantou, nos pôs maravilhosas por duas vezes e ainda nos aconchegou o estômago na primeira noite com um empadão memorável.

Gisette, pela sempre boa onda em qualquer ambiente ou circunstância

Piscinette, pel as opiniões convictas e a disponibilidade para visitar sítios menos de acordo com a sua vontade só para agradar às amigas de visita.

Ricardo, pela mesa na esplanada do Golden a horas menos próprias

E na última noite, já com a nossa Nunette na trupe, os main spots@Madeira foram nossos. Aliás eu senti até, que a Madeira era nossa, conhecíamos toda a gente e toda a gente nos conhecia. Voltámos à nossa rotina mimadíssimas e impossíveis de aturar. De tal maneira, que acho que este é o post mais longo que já escrevi neste blog. Venham todos a Lisboa para retribuirmos. E tu Luizinha, descansa que as amigas abusaram de ti.

E assim se dança!


PS:Tentei, mas não existe a da Velha da Ponto do Sol

9 comments:

Noiva SubUrbana said...

"Fajã é um termo de origem obscura que designa um terreno plano, em geral cultivável, de pequena extensão, situado à beira-mar, formado de materiais desprendidos das arribas ou por deltas lávicos resultantes da penetração no mar de escoadas de lava provenientes da vertente.
A palavra está expandida em toda a Macaronésia lusófona, sendo muito comum nos Açores, onde aparece em quase todas as ilhas, na ilha da Madeira e em muitas ilhas de Cabo Verde."

"Semilha é um regionalismo madeirense e portossantense e significa Batata.
A palavra Semilha deve-se aos primórdios das trocas comerciais, quando chegavam navios aos portos portugueses, com mercadorias vindas de América do Sul (e outros continentes). Uma dessas mercadorias era a batata que vinha em sacos, nos quais estava inscrito: "Semillas de Patatas" (Sementes de Batatas). Na Madeira começou a utilizar-se o termo semilha (semilla) e no restante território português batata (patata). Na Região Autónoma da Madeira a palavra batata era normalmente utilizada para identificar a batata doce. Com o passar dos anos esta forma de nomear a batata mais comum tem vindo a perder-se, muito por causa dos novos espaços comerciais onde se utiliza o termo "batata" para designar tanto a batata doce como a batata "normal". Curiosidade: Na Madeira existem duas "patata"; Semilha cozida e batatas fritas. Não existe Semilha frita."

"O bolo do caco é um pão de trigo típico da região da Madeira que pode ser encontrado tanto na ilha da Madeira como na ilha de Porto Santo. É consumido como entrada, acompanhamento ou como iguaria principal."

"As lapas grelhadas constituem um manjar da culinária portuguesa, típico das regiões dos Açores e da Madeira. São normalmente consumidas como entrada. A sua confecção é realizada numa grelha, onde são apresentadas as lapas, quando o prato é servido ainda quente.
Na Madeira, o tempero é feito com manteiga com sal derretida, limão e pimenta."

"Galp, detentora da Petrogal e da Gás de Portugal, é uma empresa petrolífera. Actualmente está entre as maiores empresas de Portugal, controlando cerca de 50% do comércio de combustíveis neste país e a totalidade da capacidade refinadora de Portugal. Recentemente adoptou uma estratégia agressiva de expansão no mercado de retalho espanhol e prossegue as suas actividades de exploração de hidrocarbonetos no Brasil e em Angola."

Anonymous said...

olha olha....não é que agora ja perceboi o porquê a LuisinhaI ter andado tâo atarefada nesta sua ultima ida á ILHA.....
em cada telefonema meu ,levava uma corrida de 3 em pipa, era o cansaço, era a falta de tempo etc etc etc..
Mas eu entendo bem pois se alguma vez houve cicerone 5***** para dar a conhecer a nossa Ilha realmente é LuisaI
BEIJOS ABRAÇOS E QUEIJOS pois fiquei a salivar com o relato das iguarias de que tantas saudades tenho.........NOSTALGIA é o outro sentimento que se apoderou de mim ao ler este post
beijoka a mana da maia

Anonymous said...

adorámos ter-vos cá, exigimos a repetição... muitos beijinhos da gi e piscinas
(adorei o vídeo)

Luizinha said...

Pois muito bem estudada a lição da Noiva Suburbana na Net.Parabéns!!
Faltou apenas a substituição do termo erradamente utilizado pela Pipette ''motoristas dos carrinhos de cesto'' pelo termo correcto de Carreiros.
Internet a que a menina teve acesso porque pode, mas à qual milhões de tugas ainda não têm por não terem possibilidades economicas(talvez agora com o Magalhães...), mas como ia escrevendo e sem querer desviar-me do cerne da questão, Internet/Acessos a informação que MILHARES de Portugueses ainda não têm, para poderem ver esclarecidas questões de fundo e verdadeiramente importantes como as que ontem, (confesso me tiraram do serio), apesar do excelente e tranquilo, ambiente em que nos encontrávamos. Um conselho so se dá a quem o pede,(o que não é de todo o caso), mas uma sugestão que aqui fica: - Navega também um pouco sobre a questão discutida ontem e esclarece-te um pouco mais (de preferencia com a insenção que o assunto merece) como eu proprio ja fiz questão de o fazer. Mais adiante neste blog um post sobre o assunto esta desde já prometido.

Beijos sinceros

Luizinha (um pouco magoada)

Loura Migratoria said...

ai o que eu dançava o bailinho agora e comia carne no espeto.... digo espetada com milho frito.....
aiii vou cantar cesaria evora.. Saudade...
beijinho bom da emigrante com um frio no cu que ate gela os olhos!

Noiva SubUrbana said...

Luizinha,
Para ser sincera, acho o teu comentário um pouco despropositado. Aliás, como ultimamente tenho achado os teus sucessivos comentários ao vivo e a cores que, a respeito de tudo e vindos de quase nada, se transformam inevitavelmente em pseudo-ataques semi-pessoais.
Como sei que momentos de stress conjugados com pureza de espírito são susceptíveis de provocar reacções menos ortodoxas e de parca racionalidade, não te levo a mal.
Não posso, porém, deixar de te pedir que me respeites. Não o peço por mim, mas sim por Maria Nunette e por Maria Pipette.
Um beijo amigo,
Noiva Suburbana
P.S. - Roupa lavada, casa arrumada!!

Nunette said...

*very deep sigh*

bichedooooooooo!!!!!!!! onde está o bichedoooooooo???

Loura Migratoria said...

olha em valencia mulher! aos potes e aos magotes! parece o chiado em versão upgrade!

Anonymous said...

Minhas queridas, adorei ter-vos cá, adorei conhecer-vos e obrigada pelo elogio ao meu bébé, porque como diz o povo "quem ao meu filho beija, minha boca adoça",. Esperamos (eu e o meu João...inteligente como sua mãe) tê-las cá mais vezes, sempre com a minha porta escancarada para as receber. ahhhhh...obrigada pela referência à empresa que me dá dinheirinho e que me permite levar a minha vidinha (também é importante)...hihihi...Estou louca para ir a Lisboa...já falta pouco ufaaaa. Adorei conhecer-vos Luizinha II